.

-r-

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Só tenho uma fotografia,
Um pedaço congelado no tempo,
Para lembrar como tu eras,
Lembranças feitas por um pai babado.

Vejo os teus olhos sorridentes,
Todas as manhãs quando acordo,
Falo contigo no meu imaginário,
Minha doce filha, que o destino levou.

O tempo não irá matar as minhas saudades,
Nem as horas poderão apagar,
A dor profunda dentro do meu coração,
Minha doce filha, que o Senhor levou.

Ouvi mencionado muitas vezes,
Que o tempo vai curar a dor,
Quero ser honesto contigo,
Que fiques em mim para sempre.

Tal como fazia à noite,
Tu no ventre da tua mãe,
Passo a mão no vazio,
E digo sempre “ Filha, olha o pai”

Os anjos vieram e levaram-te,
Isso realmente não era justo,
Eles levaram a minha Catarina,
O meu sonho, a minha alegria.

Se tivessem perguntado:
Se trocaria contigo,
Sem pestanejar trocava,
E deixava-te aqui viver por mim.

Nada é Substituível,
Nada é para sempre,
Serás minha para sempre,
Serás minha no sempre!

Espero que olhes por mim todos os dias,
Em cada lágrima deixada por mim,
E que não haja dúvidas,
Serás sempre a minha Catarina.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Cansei

Cansei de fingir estar cego
Cansei do teu cheiro perfume barato
Cansei dos teus dentes sujos e teu mal hálito
Cansei dos banhos não tomados
Cansei das tuas tormentas falsas (e elas te darão retorno em breve)
Cansei do teu choro inútil ( e quantos foram...)
Cansei do teu sexo (sexo?)
Cansei do nojo do teu corpo mal cheiroso
Cansei do teu olhar
Cansei da tua voz
Cansei das tuas mentiras
Cansei de estar contigo
Cansei de te ajudar
Cansei de te alimentar
Cansei de limpar o cuspe no prato que comeste
Cansei de te custear (parasita)
Cansei de me preocupar
Cansei de te recuperar
Cansei de te cobrar
Cansei das tuas intrigas
Cansei dos teus pensamentos nojentos
Cansei das tuas Entidades falidas
Cansei das tuas reincidências (reincidências)
Cansei de tua vergonha moral (moral? Que moral?)
Cansei de ser teu
Cansei de te ver errar
Cansei de ficar inerte
Cansei de não gritar
Cansei de deixar passar
Cansei ... simplesmente cansei !!
Mas o que deixaste em mim, será sempre MEU e nunca vai para uma sarjeta
Talvez o sentimento reconheça, mas o sentimento será sempre de Dó
Talvez nós possamos perdoar, mesmo que seja por cinismo. Menos por Dó

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Saudade(s)

Sinto saudades. Saudades da voz... Saudades dos nossos momentos apaixonados. Saudades de conversar, perguntar pelo teu dia, e contar como foi o meu dia. Tenho saudades do lugar onde ia encontrar, saudades do teu sorriso, saudades do meu sorriso, saudades de rir.

Saudades ligar te e dizer “ tenho saudades”, saudades das madrugadas com a tua voz em mim.

Saudades do meu ciúme, saudade do teu ciúme. Saudades dos meus medos, da minha conquista. Saudades da maneira como tu te preocupavas comigo, saudades da minha fraqueza em ti, saudades da minha força por ti.

Saudades do nosso primeiro beijo e do último também.

Tenho saudades ouvir a tua música” woman”. Tenho saudades sair de casa tarde para ir ao encontro. Tenho saudades do teu cheiro, da tua mão na minha, da minha mão em ti.

Tenho saudades do abraço. Tenho saudades do perigo vivido no esconderijo. Tenho saudades dos jogos perigosos prometidos. Tenho saudades do perigo que tu eras. Tenho saudades das noites ao telefone. Tenho saudades do suspiro dado por mim e por ti.

Tenho saudades chamar pelo nome. Tenho  chorar por nós. Tenho saudades ficares chateada comigo. Tenho saudades do teu “ Basta”. Tenho saudades ser apenas “ TEU”.

Saudades pedir desculpa por algo. Tenho saudades da nossa história, das páginas que faltaram no meu livro. Saudades dos poemas que escrevia para ti

Saudades saber que tu, lias. Tenho saudades do nosso namoro , onde só éramos eu e tu. Saudades do casamento não realizado. Saudades dos filhos não nascidos. Saudades da partilha não partilhada. Saudades dos sonhos, que ficaram na gaveta.

Nesta confusão de saudades, dói saber que tudo um dia será para outra pessoa. Alguém que não conheço mais já odeio, e outra pessoa que voltara a despertar em mim, esta saudade.

Um dia  falei “Se amar dói assim tanto, prefiro não amar”, mais a saudades afinal dói muito mais.

Hoje tenho saudades de ti, saudades minhas e saudades de nós....

sábado, 26 de abril de 2014

Aguas que passam


Diante dos meus olhos, a fortuna
está parada (ao longe), numa suspensão afinada...
O coração naufraga por inteiro,
sinto o beijo num espelho de águas turvas ...
Toque calmo e sereno, 

e a praia lembra um baile por dançar.
onde areia é uma pista para não bailar
Quem sonha!!sonha, o resto são águas do mar
o meu luxo é ver: ao longe o mar
ou talvez moças de mamas nuas e redondas
que fingem sorrir nas ondas do mar.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Como queria…

Ai!! como eu queria
Sentir o abafar da tua mão
limite paixaoNeste meu corpo teu!!
Como queria
Sentir essa boca, e o sabor que ela trás
O gosto de pimenta com fel
Como eu queria
Estar ao teu lado, de olhos atados
E sentir o prazer nas palavras
O desejo que vem no teu olhar
Como eu queria
Sonhar de olhos abertos
E ver….
Eu ...tu ...e nós
Ai como eu queria

domingo, 9 de março de 2014

Canetas da vida

Cartas guardadas 
Começo a reorganizar
Uma vida
Na mente caligráfica
de um coração que foi melancólico
Em sincronia com cada curso,
Lançando a magia,
Criando ao mesmo tempo
Uma colagem de palavras,
Grafite sobre papel,
A essência da vida.
Linhas quebradas na arte poética
Escape das bordas sonhadas
Como as memórias se sobrepõem,
Capturado em fotos
Atalhos num sol líquido,
Numa retenção de um futuro brilhante.
Manchas da imaginação
Dispersas em cada memória,
Como gotas de tinta nos cantos
Da minha mente juvenil; rapaz ainda miúdo
Fragmentos do passado e do presente,
Retratando a beleza abstracta.
Imaginação dos beijos das páginas desta vida
Deixando marcas nos sonhos
Como eu escrevo para o futuro,
Amanha irei na minha historia,
"Para sempre".

Filha!!

É tão difícil encontrar a brisa perfeita,
Um sopro não muito duro nem mole,
Que traga um perfume de flores silvestres,
Nem doce nem picante.
É tão difícil encontrar o céu perfeito,
Um azul profundo e brilhante,
Traga um sentido de abertura
Como gansos e carriças em voo.
É tão difícil encontrar a noite perfeita,
Um manto, calmo e sem defeitos,
Traga um clima de solidão,
No entanto, a perfeição é tão difícil de encontrar
Como alguém pode perceber-me
Guardarei dentro de mim,
Para sempre no perfeito estado
O pai que sou.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Um sussurrar falado


 Por mais de um sabor
Ou dois,
vou demorar;
lábios contra os lábios,
suavemente contra o macio.
Vou demorar

Nos olhos,
uma prisão,
visões de doçura,
de suor, de luxúria;
do pecado, o desejo
é a flor na minha fome decadente.

Danço em ti Woman
círculos em toda a minha língua,
ao redor, através,
despertar e despertar sussurros leiloadas
no meio de paixões;
beber até que o meu apetite é desnudado
por um momento ou dois.
na minha civilização

A minha sombra, teu toque,
o meu sagrado... segredo
refeito em oração,
palavras que choramos
em respirações de consumação.

Perfeição
Como irei fugir se tenho sentido,
incontáveis  facadas de prazer
da boca descida  por ti "Woman In Chains"
Caminho apenas ao encontro do prazer e talvez
a nossa felicidade

sábado, 11 de janeiro de 2014

Cheiro



Sabes como sinto a tua falta 
A falta do teu cheiro
Como o orvalho sobre a flor
Moça virgem, mulher da rua,
Luto pelo meu crástino
Onde o perfume da tua alma, desafia a pureza quem eu sou
Sou obrigado a confessar os pecados, que nunca fiz
Recuso-me a mentir,
Tenho aqui uma foto tua
Para olhar, e nesta poesia, que agora escrevo, 
Coloco os teus olhos e lábios
Que brilham, diamantes, à noite.
 
Cicatrizo o meu olhar
Na esperança de permanecer
Beijando-te a abraçando
Mas, com todos os outros teus encantos
Tenho saudades desse teu cheiro,
Mulher santa, ou mesmo meretriz por momentos
O perfume do teu corpo, mexe comigo
Como o vento sobre o mar,
Levando a tua sensualidade
Preenchendo o próprio ar que eu respiro,
Tal cheiro agita-se dentro de mim
Criando paredes de ondas de paixão,
O perfume que enrola o meu tempo
Lembrando todo o dia, a mulher dona dele

No dia que nós.... Apenas nós ficarmos
Inflamo a minha paixão por ti
Mato a depressão como uma faca,
Deixo apenas o teu aroma
Em jogos em chamas, onde acende o meu coração,
Alma e mente,
Como o teu cheiro a mim pertence
Convoco mil soldados,
Que tragam o mel do teu amor
Sou conduzido ao ponto da loucura
Apenas porque sinto saudades do teu cheiro

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Imagino

Deito-me... espero por ti…
Que chegues…
Acendas o desejo …
Entregues, o teu corpo ao pecado…
Na paixão...
Aquela que queima a alma...
E incendeia o corpo…
O toque… da tua boca
… do teu corpo...cada carícia...
…cada afago...cada dentada
Sinto o desejo…
Amo-te em cada momento
Amarei-te ate que …. Nós separe…
Mas agora…
que espero por ti…
Nesta cama fria, com o molde do teu corpo
Penso … como vou sentir teu corpo
Se preciso dele agora

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

É(s) Minha

Ela de garras, a cargo de uma saudade visível
Aço quente, atrás de um olhar
Sou por breves momentos, um consumo apetecível
No olhar suave daquela mulher

Para aterrorizar a minha ansiedade da espera
Obscurecido na sede do desejo
Na praia, com ondas faladas
Tudo por cobiça, quero quem a mim pertence

Sou corrupto na areia da inocência
Sem um processo de penitência,
Ou, como causa de reticências
Apenas tirei, a santa que vivia nela.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Filha!

É tão difícil encontrar a brisa perfeita,
Um sopro não muito duro nem mole,
Que traga um perfume de flores silvestres,
Nem doce nem picante.

É tão difícil encontrar o céu perfeito,
Um azul profundo e brilhante,
Traga um sentido de abertura
Como gansos e carriças em voo.

É tão difícil encontrar a noite perfeita,
Um manto, calmo e sem defeitos,
Traga um clima de solidão,
Como de duas bocas amadas fossem.

No entanto, a perfeição é tão difícil de encontrar
Como alguém pode perceber-me
Que é tão difícil descrever,
O sentimento de um pai
Quando pega na sua menina.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Sinto a tua falta

Podemos não estar juntos em pessoa, o destino separou-mos por breves momentos
Enquanto sentir o toque do meu coração, sentirei sempre saudades, minha querida filha.
Por vezes acordo durante a noite pensando que és tu a chamar por mim.

sinto a tua falta ....... Quando alguma criança ri
sinto a tua falta........ Quando um garoto chora
sinto a tua falta........ Quando um pai beija seu filho
sinto a tua falta........ Quando ouço uma criança chama  "papa “

Sinto tanto a tua falta minha Catarina.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Até um dia filha

Foste tão de repente, sem um aviso
Não estava preparado
Para a dor que sinto
Para o desespero profundo e escuro.

Uma nuvem escura desceu
Sobre o meu mundo naquele dia
Perdi um sonho, perdi um sorriso
Não há palavras que posso dizer.

Desejo muito ver o seu rosto
Num berço, onde choras
Ainda imagino ouvir a tua voz
Dizer qualquer coisa, Sei que chamaras por mim

Eu sei que isso nunca vai ser
Eu sei as minhas lágrimas são reais
Mas isso não impede que a saudade
O desejo de ter nos meus braços

Não sei e não posso lidar com a dor de dentro
Sinto-me emocionalmente perdido
Da dor que eu tento esconder.
A dor que é tão fundo.

Já me perguntei muitas vezes
Será para sempre esta ferida?
Será que a dor da saudade ficara?
Será que nunca vai embora?

Dizem que o tempo cura todas as feridas
Eu realmente não acho que é verdade
Só tenho que aprender a viver
Com esta dor não ter comigo.

Então, neste dia triste minha filha
Eu quero dizer-te
O quanto amo-te
Como fazes falta na minha vida.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Esperança

O que significa esperança?
A esperança é brilhante luz que mantém a escuridão na baía
A esperança é a fria brisa suave num dia quente de verão
A esperança é manter-se positivo quando tudo se complica
Esperança vai buscar mais quando os outros pensam que nunca tivemos algo
A esperança é o sonho de amanhã
A esperança é alegria da tristeza
Esperança é quando brilha lágrimas nos olhos
A esperança é uma coisa bonita e coisas bonitas nunca morrem
O que significa esperança?
A esperança é leve como uma pluma
Esperança é a balança de uma relação
A esperança é presente e livre de custos
..... a esperança é a última coisa que devemos perder .....

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

É magico


Pára e sente…consegues?
Sente o contorno leve do meu toque
O quente do meu corpo no teu
Sente o sussurrar da minha respiração.
Toque-me.. levemente
Sente o meu arrepiar,
O desejo por ti.
...Só espero por uma permissão
Quero … de qualquer maneira
Sentir os nossos corpos molhados
O sabor da tua boca
Vem  … espero-te..
Sente…como é magico


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Sentimento

Conforto os dias difíceis,
Em sorrisos que invadem a tristeza
São cores que seguem as nuvens
Risos imaginários, beijos sentidos

Toques na carne, suar sem sal
Abraços delicados enquanto os espíritos me seduzem
Uma amizade feito por mim no desejo
Na beleza do teu olhar
Na dúvida tua, dou a confiança
É a Fé para que possas acreditar,
Esta minha coragem para conhecer algo mais de ti,
Terei paciência para aceitar a verdade,
Neste meu sentimento enrolado no desejo.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Querida Catarina

Minha querida filha, sabes que vivi tempos complicados, só tu sentiste cada lágrima que deixei. Ainda hoje vejo em cada criança, a visão do teu lindo rosto, o brilho dos teus olhos, a voz do teu chamar.

Minha querida Catarina, hoje voltei a chorar, não choro de tristeza, mas de alegria... filhota.. choro porque a tua mana, esta grande e linda. Sei que estas feliz minha princesa, sinto a tua alegria, como também sentes a minha . Quero ser o melhor pai do mundo, quero que olhes por mim e pela tua irmã Melissa.

Minha querida Catarina
o teu pai.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Desabafo....

Ó Deus!adoro esta mulher
e o seu riso debuxando a prazer
descuidado apenas em meras paragens
um lampejo de coxa, "saia" voando alto, enquanto a saliva entra em combustão
talvez-eu-não conquiste, quando escorrego na napa áspera.  

Discussão pela partilha, alimentando a luxúria
uma excitação fácil
língua solta
insinuando com palavras pecadoras
e os quadris e os quadris
estranhos membros quentes em camas desfeitas
sou um livro aberto
um homem feliz.  

Tão rápida e forte
ela  carrega uma arma
sobrecarregando todos os sentidos
até que enrola a boca doce
gritando “ merda”  que ele talvez quer mais.

Sou um homem de “ muito mais”
 um homem de verdade
conduzo a  arte
no meu coração
quero apenas colisões com a carne.  

Trabalho de porta aberta
mais e muito mais
com um punho cheio de cabelos escuros
vejo a  boca dela trazendo saliva de tesão
e depois... e depois??

Os insultos  que até gosto
diz ela pra mim “ Só tua cabrão”
será aquele momento perfeito ?
Pois para mim, perfeito é estar ao lado dela...

terça-feira, 28 de agosto de 2012

A felicidade é…

A felicidade é um sorvete
com uma cobertura de chocolate,
A felicidade é o sorriso de uma criança.
A felicidade é duas pessoas de mãos dadas
enquanto caminham na estrada da vida.
A felicidade é a salpicos das ondas
sentado sob as estrelas na praia.
A felicidade é o som de uma música,
com risos e brincadeiras.
A felicidade é ganhar um ursinho de pelúcia
um jogo de dardos na feira.
Felicidade é um sorriso
num dia, nublado, triste.
A felicidade é ajudar alguém
dar a mão a um amigo.
A felicidade é dizer, "eu faço".
A felicidade é dizer para alguém " Quero-te"
A felicidade é correr num dia de Domingo
Felicidade é tudo isso
e muito mais.
A felicidade está na minha mente,
é e só saber utiliza-la.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Tentativa de


Noite calma e fria num dia de domingo. Carlos e Patrícia, namorados a mais de 3 anos, acabavam de sair do restaurante onde tinham jantado. Noite romântica como sempre. Carlos ....um sujeito trabalhador, amigo do seu amigo e muito apaixonado por Patrícia, um homem de surpresas.

Ligava-lhe todos os dias, e apenas dizia “Amo-te”. Sem complementos mandava-lhe flores tanto para casa como o emprego.
Carlos amava-a e não tinha pejo de demonstrar esse Amor de mil formas.
Patrícia por sua vez era mais discreta, filha única e dona do seu nariz amava o Carlos e o sonho dela era casar como manda os protocolos familiares….
Noiva, igreja e construir uma família. 
Nessa noite os dois estavam super felizes,  Carlos andava já algum tempo desempregado e tinha sido chamado para um novo emprego foram comemorar essa mudança, juntinhos abraçados, mão na mão quando:

- “Encosta ai cabrão”.

Carlos e Patrícia ficam paralisados dois sujeitos aparecem do nada para fazer um assalto.

-Calma...calma

Dizia Carlos com uma voz de espanto.

-“Calma…calma…passa para cá a carteira, anda lá cabrão”

Sem hesitar Carlos segura a Patrícia e tira as carteiras . Os dois homens apresentavam nítidos sintomas de alcoolismo, um deles segurava uma arma de fogo o outro uma faca.

“Não estamos aqui para brincar….passa a carteira, já disse”….

Carlos pega na sua carteira, e entrega a mesma ao homem. vendo que tinha pouco dinheiro , mais enervado ficou. Patrícia tentava não chorar, sentia o seu amor ali ao lado,  nesse preciso momento um deles tenta retira-la da proximidade do Carlos.

- “Anda cá puta….anda cá”

Carlos tentou segura-la, quando o segundo sujeito aponta a arma a cabeça dele. Aquela ameaça parou por breves momentos o respirar do Carlos. O homem apontando a arma, tenta leva-lo para outro sítio...

-“Calma…tenham calma, podemos ir ao Multibanco levantar dinheiro”
- “Agora não é isso que queremos”

Tais palavras deixaram-no intimidado, pois sentia que algo de mais grave vinha ai.

- “Anda cabrão, já disse para vires comigo”

Patrícia começou a pensar no pior, sentia cada vez mais o assédio do indivíduo que a segurava. As lágrimas começaram a deslizar dos seus lindos olhos castanhos, o medo penetrava a largos passos em sua mente.Repentinamente um estrondo fora do normal, olha em volta e vê o Carlos caído, tinha sido atingido por uma pancada na nuca e tombara no chão.

“Trás essa puta para aqui”…

Perante aqueles homens, tal situação….Patrícia perdeu a voz….sem força para um grito de socorro. Os dois homens pegam nela e bruscamente empurram contra a parede 

-“Socorro…Socorro”

Tais palavras, entram no sonho de Carlos, que jazia inerte no chão, mas com enorme esforço, lentamente abrindo os olhos, vê-a contra uma parede e os dois homens tentando viola.la, roupas semi rasgadas, Patrícia desnudada.
Carlos tinha sido paraquedista, aprendeu certas técnicas e uma delas tinha sido manter a calma e tentar surpreender o inimigo. Permanece imóvel no chão, tentando recuperar energias, e algum sangue frio que lhe permita ultrapassar aquela situação inadequada. 

Sentindo que os dois homens não lhe prestam atenção, aos pouco vai-se cercando deles. Patrícia luta, numa luta de profanação, as suas forças já em termo final, sua dignidade de mulher que recusa ser violada. Carlos numa transição brusca, agarra pelo pescoço o sujeito que tem a arma. O outro admirado por aquela situação, deixa-se ficar imóvel agarrando a Patrícia. Ouve-se um tiro, os corpos no chão após aquela luta, brutal e sem regras. Os olhos de Patrícia ficam desfalecidos, o seu coração bombeia sangue em ritmo angustiante, e o 2º homem….pára no tempo.

Um dos corpos deitado no chão, move-se, é Carlos perante tal o segundo homem começa a correr,

Carlos levanta-se, vai ter com a Patrícia, agarra-lhe nas mãos e abraça-a como se não existisse amanhã.

- “Amo-te…amo te”
-“ Eu também, meu amor”

Os dois lentamente abandonam daquele lugar maldito e vão a procura de ajuda. Passados 3 meses, Carlos responde em tribunal pela morte do homem, e é considerado inocente (legitima defesa).
Patrícia, ali sentada num banco do tribunal, observa o Carlos quê se aproxima, de braços abertos e um enorme sorriso nos lábios, diz:
- Queres casar comigo!!.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

FMI da Keka

segunda-feira, 4 de abril de 2011

“Aqui em portugal é assim”

Durante a campanha eleitoral de Barack Obama, a sua esposa, Michel Obama, foi chamada de racista. Porque ela disse, certa vez, que Barack, sendo negro, em fato de treino, e chapéu de basebol, tinha mais probabilidade em ser detido pela polícia, do que qualquer cidadão de raça branca. Esta prática policial, em que o principal factor de detenção, são as características físicas, ou a cor da pele, tem, nos EUA, o nome de “racial profiling”, é algo que qualquer negro espera que lhe aconteça pelo menos uma vez na vida. Tenho nos últimos anos vivido em Brooklyn, num bairro que não é dos melhores, onde pelas minhas “características físicas”, e forma de vestir não me distingo de muitos jovens com problemas com a polícia, mas foi em Lisboa, onde conheci a experiência do “racial profiling”.

Era sábado de manhã, 26 de Março, pelas onze da manhã, e saí de casa, com o meu irmão, Cláudio Tomás, para irmos ao supermercado. Eu ia vestido em fato de treino, a cabeça coberta pelo capuz do casaco, e óculos escuros. O meu irmão ia vestido mais formal. A duas ruas da casa onde vive o meu irmão, na Lapa, somos abordados por dois agentes da PSP (Polícia de Segurança Pública), da trigésima esquadra, Luís Marujo (153243), e Marco Valente (153672), numa viatura da corporação, de matricula 22-GX-00. Ordenamnos que coloquemos as mãos contra a parede, pernas afastadas, e que puséssemos todos os nossos pertences no chão. Tínhamos apenas carteiras, chave de casa, e, no meu caso, a caixa que continha os meus óculos graduados. Tentamos identificarmo-nos, dizer quem éramos e o que fazíamos, mas os agentes a princípio não estavam muito interessados em saber esta informação. Só passados uns 10 minutos, é que ficamos a saber a causa da detenção: um homem de certa idade, de raça branca, tinha sido assaltado não muito longe da Infante Santo, por pessoas cujas “características físicas” eram alegadamente muito parecida às nossas.

Passados uns 20 minutos, chegaram mais agentes da policia, uns cinco, dos quais três estavam fardados, e dois à paisana, em dois carros, um dos quais trazia o velho que tinha sido assaltado. O homem não precisou sair do carro para descobrir que nunca nos tinha visto na vida. Eu já tinha perguntado aos agentes, o que acontecia se ficasse provado que não tínhamos sido nós. Um dos agentes, dos que tinha acabado de chegar (que não consegui identificar mas que tinha o apelido de Tinoco), que lhes bastaria fazer um pedido de desculpas e que poderíamos continuar o nosso caminho. O meu irmão disse que aquilo tinha de ter consequências. Os agentes então concederam que nós podíamos apresentar queixa. Eu disse que não apresentava queixa, mas que eles iam ter notícias nossas. No meio desta discussão, desabafei que só em Portugal aquilo podia acontecer. Ao que um dos agentes a paisana, perguntou, porque eu vinha a Portugal, se não gostava do país, acrescentando – quando eu pus em causa a técnica policial de detenção arbitrária de pessoas de cor negra – que, em relação à forma como nos tinham abordado, “aqui em Portugal é assim”.

Já no final da troca acalorada com os agentes, um dos mesmo acrescentou: “o vosso único problema é estar no sítio errado, na hora errada”. Como “sítio errado”, se o meu irmão mora na Lapa? Mas nós somos conscientes que este era exactamente o problema da polícia. O meu irmão e esposa estão habituados aos taxistas que perguntam duas vezes quando lhes ouvem dizer a morada. E foi o mesmo que os agentes da polícia fizeram, quando nos levaram à casa para nos identificarem. Primeiro fingiram que não tinham percebido a morada, e andaram pelo bairro à procura da rua. E depois quando chegaram à rua, insistiram que o meu irmão provasse que morava de facto naquele prédio. Ao que o meu irmão fê-lo pela correspondência que estava na sua caixa de correio.

Grande lição de vida para mim, que não importa o que faças em Portugal, um polícia te vai sempre tratar como um preto. E que pode interromper a tua rotina, e humilhar-te, colocando-te contra a parede, enquanto esperas que o senhor branco (qual um senhor de escravos), venha identificar-te. E que feita vistoria, provada tua inocência, podes então seguir o teu caminho. O meu problema não são os agentes Marujo e Valente, que foram no geral correctos connosco – que já não posso dizer dos agentes que chegaram depois. O meu problema são com as técnicas de investigação policial, a técnica da “batida”, que reduz a polícia em bando armado. E também, com o facto de os agentes da polícia, na discussão que tivemos durante a detenção, usarem uma linguagem que não esperava em membros da corporação policial. “Se você não gosta de Portugal porque está aqui”, não é muito diferente do “preto vai para a sua terra”. Ou seja, que ao reflectirem nos seus gestos e palavras os sentimentos raciais do português médio, aqueles agentes da polícia, ou eram estúpidos, ou nunca tinham sido expostos em toda a vida a uma discussão sobre preconceito.


Jornalista Antonio Tomás in Novo Jornal.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Afinal não somos pobres... Somos estúpidos!!!


No coments!



Estava há dias a falar com um amigo meu nova-iorquino que conhece bem Portugal.

Dizia-lhe eu à boa maneira do "coitadinho" português:
Sabes, nós os portugueses, somos pobres ...

Esta foi a sua resposta:
Como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capazes de pagar por um litro de gasolina, mais do triplo do que pago eu?


Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade e de telemóvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA?

Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais comissões bancárias por serviços e por cartas de crédito ao triplo que nós pagamos nos EUA?

Ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 US Dólares (8.320 EUROS) e vocês pagam mais de 20.000 EUROS, pelo mesmo carro? Podem dar mais de 11.640 EUROS de presente ao vosso governo do que nós ao nosso.

Nós é que somos pobres: por exemplo em New York o Governo Estatal, tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes cobra somente 2 % de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%, nada comparado com os 21% dos ricos que vivem em Portugal. E contentes com estes 21%, pagais ainda impostos municipais.


Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso pagam, outro, uma espécie de casino, o vosso Banco Privado quebra, e vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado.

E vocês pagam ao vosso Governador do Banco de Portugal, um vencimento anual que é quase 3 vezes mais que o do Governador do Banco Federal dos EUA...


Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e Bens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na abundância, porque considera que os negócios da Nação e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal, da corrupção dos seus governantes e dos seus autarcas. Um país capaz de pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e da iniciativa privada.


Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre a renda se ganhamos menos de 3.000 dólares ao mês por pessoa, isto é mais ou menos os vossos 2.080 ¤uros. Vocês podem pagar impostos do lixo, sobre o consumo da água, do gás e da electricidade. Aí pagam segurança privada nos Bancos, urbanizações, municipais, enquanto nós como somos pobres nos conformamos com a segurança pública.


Vocês enviam os filhos para colégios privados, enquanto nós aqui nos EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar.


Vocês não são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro.



Vocês, portugueses, não são pobres, são é muito estúpidos..........

quarta-feira, 9 de março de 2011

O Fo....! por Millôr Fernandes



O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela diz. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?

O "foda-se!" aumenta a minha auto-estima, torna-me uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas.
Liberta-me.
"Não quer sair comigo?! - então, foda-se!"
"Vai querer mesmo decidir essa merda sozinho(a)?! - então, foda-se!"

O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição. Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade os nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a fazer a sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia. "Comó caralho", por exemplo. Que expressão traduz melhor a ideia de muita quantidade que "comó caralho"? "Comó caralho" tende para o infinito, é quase uma expressão matemática.


A Via Láctea tem estrelas comó caralho!
O Sol está quente comó caralho!
O universo é antigo comó caralho!
Eu gosto do meu clube comó caralho!
O gajo é parvo comó caralho!

Entendes?
No género do "comó caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "nem que te fodas!". Nem o "Não, não e não!" e tão pouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, nem pensar!" o substituem. O "nem que te fodas!" é irretorquível e liquida o assunto. Liberta-te, com a consciência tranquila, para outras actividades de maior interesse na tua vida. Aquele filho pintelho de 17 anos atormenta-te pedindo o carro para ir surfar na praia? Não percas tempo nem paciência. Solta logo um definitivo:"Huguinho, presta atenção, filho querido, nem que te fodas!". O impertinente aprende logo a lição e vai para o Centro Comercial encontrar-se com os amigos, sem qualquer problema, e tu fechas os olhos e voltas a curtir o CD (...)

Há outros palavrões igualmente clássicos.Pense na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou o seu correlativo "Pu-ta-que-o-pa-riu!", falado assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba. Diante de uma notícia irritante, qualquer "puta-que-o-pariu!", dito assim, põe-te outra vez nos eixos. Os teus neurónios têm o devido tempo e clima para se reorganizarem e encontrarem a atitude que te permitirá dar um merecido troco ou livrares-te de maiores dores de cabeça.

E o que dizer do nosso famoso "vai levar no cu!"? E a sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai levar no olho do cu!"? Já imaginaste o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta:
"Chega! Vai levar no olho do cu!"?

Pronto, tu retomaste as rédeas da tua vida, a tua auto-estima. Desabotoas a camisa e sais à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios. E seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu-se!". E a sua derivação, mais avassaladora ainda: "Já se fodeu!". Conheces definição mais exacta, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de
ameaçadora complicação?

Expressão, inclusivé, que uma vez proferida insere o seu autor num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando estás a sem documentos do carro, sem carta de condução e ouves uma sirene de polícia atrás de ti a mandar-te parar. O que dizes? "Já me fodi!" Ou quando te apercebes que és de um país em que quase nada funciona, o desemprego não baixa, os impostos são altos, a saúde, a educação e … a justiça são de baixa qualidade, os empresários são de pouca qualidade e procuram o lucro fácil e em pouco tempo, as reformas têm que baixar, o tempo para a desejada reforma tem que aumentar … tu pensas “Já me fodi!”

Então:

Liberdade,

Igualdade,

Fraternidade

e

foda-se!!!

Mas não desespere:

Este país … ainda vai ser “um país do caralho!”

Atente no que lhe digo!