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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Português moderno... cheio de novas oportunidades!!!

A NOVA LÍNGUA PORTUGUESA

Desde que os americanos se lembraram de começar a chamar aos pretos 'afro-americanos', com vista a acabar com as raças por via gramatical, isto tem sido um fartote pegado!

Em Portugal chamam-se aos pretos 'afro-lusitanos'.  Até na música já temos a 'Mariza Jackson'!

As criadas dos anos 70 passaram a 'empregadas domésticas' e preparam-se agora para receber a menção de 'auxiliares de apoio doméstico' .

De igual modo, extinguiram-se nas escolas os 'contínuos' que passaram todos a 'auxiliares da acção educativa'.

Os vendedores de medicamentos, com alguma prosápia, tratam-se por 'delegados de informação médica'.

E pelo mesmo processo transmudaram-se os caixeiros-viajantes em 'técnicos de vendas '.

O aborto eufemizou-se em 'interrupção voluntária da gravidez';

Os gangs étnicos são 'grupos de jovens'

Os operários fizeram-se de repente 'colaboradores';

As fábricas, essas, vistas de dentro são 'unidades produtivas'e vistas da estranja são 'centros de decisão nacionais'.

O analfabetismo desapareceu da crosta portuguesa, cedendo o passo à 'iliteracia' galopante.

Desapareceram dos comboios as 1.ª e 2.ª classes, para não ferir a susceptibilidade social das massas hierarquizadas, mas por imperscrutáveis necessidades de tesouraria continuam a cobrar-se preços distintos nas classes 'Conforto' e 'Turística'.

A Ágata, rainha do pimba, cantava chorosa: «Sou mãe solteira...» ; agora, se quiser acompanhar os novos tempos, deve alterar a letra da pungente melodia: «Tenho uma família monoparental...» - eis o novo verso da cançoneta, se quiser fazer jus à modernidade impante.

Aquietadas pela televisão, já se não vêem por aí aos pinotes crianças irrequietas e «terroristas»; diz-se modernamente que têm um 'comportamento disfuncional hiperactivo'

Do mesmo modo, e para felicidade dos 'encarregados de educação' , os brilhantes programas escolares extinguiram os alunos cábulas; tais estudantes serão, quando muito, 'crianças de desenvolvimento instável'.

Ainda há cegos, infelizmente. Mas como a palavra fosse considerada desagradável e até aviltante, quem não vê é considerado 'invisual'. (O termo é gramaticalmente impróprio, como impróprio seria chamar inauditivos aos surdos - mas o 'politicamente correcto' marimba-se para as regras gramaticais...)

Para compor o ramalhete e se darem ares, as gentes cultas da praça desbocam-se em 'implementações', 'posturas pró-activas', 'políticas fracturantes' e outros barbarismos da linguagem.

E assim linguajamos o Português, vagueando perdidos entre a «correcção política» e o novo-riquismo linguístico.

Estamos lixados com este 'novo português'; não admira que o pessoal tenha cada vez mais esgotamentos e stress. Já não se diz o que se pensa, tem de se pensar o que se diz de forma politicamente correcta'.

E falta ainda esclarecer que os tradicionais "anões" estão em vias de passar a "cidadãos verticalmente desfavorecidos"...

Os idiotas e imbecis passam a designar-se por "indivíduos com atitude não vinculativa"

O mongolismo passou a designar-se síndroma do cromossoma 21.

Os gordos e os magros passaram a ser pessoas com disfunção alimentar.

Os mentirosos passam a ser "pessoas com muita imaginação"

Os que fazem desfalques nas empresas e são descobertos são "pessoas com grande visão empresarial mas que estão rodeados de invejosos"

Para autarcas e políticos, afirmar que "eu tenho impunidade judicial", foi substituído por "estar de consciência tranquila".

O conceito de corrupção organizada foi substituído pela palavra "sistema".

Difícil, dramático, desastroso, congestionado, problemático, etc.,  passou a ser sinónimo de complicado.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Aula sexualidade


«'Constrangimento' sexual nas escolas»
Cartoon de Henrique Monteiro
in http://henricartoon.blogs.sapo.pt/
(10-4-2011)

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Bwé de Bocas – Ratos e Gatos


Nunca tive muito respeito pelo Bangladesh. Pelos meus padrões é um país que não me diz respeito, com fome ou sem fome, com cheias ou sem cheias, o Bangladesh é decididamente um país de se ouvir falar e mais nada. Mesmo assim há notícias que mesmo vindas do Tugadesh, são de tirar o chapéu. Mesmo num país como o Bangladesh há coisas que podem ser feitas e admiradas por todos. Mesmo no Bangladesh pode existir uma coragem que alguns Estados do mundo nunca tiveram a coragem de ter ou de procurar ter. É assim que esse Bangladesh, pequeno e distante, teve a ousadia de assumir publicamente que havia por lá bwé de ratos. O governo, sem meios termos, declarou guerra aos ratos e moveu uma campanha anti-roedores, em que o rato é o inimigo público número um. Sinceramente acho que esse exemplo deveria ser seguido pelo nosso querido amigo Passos Coelho. 

Nunca ninguém falou mas o nosso país tem bwé de ratos. Nenhum político teve a coragem de falar dos ratos que andam por aí pelo país todo. Já se falou de águias, de galos, de pombas, mas de ratos nada! Ninguém fala de ratos, mas o nosso país tem bwé de ratos. Temos ratos de tribunal, ratos de na igreja, ratos de assembléia da republica, ratos de armário e até mesmo ratos sábios nós temos. Como é possível nunca ninguém ter falado do" nossos ratos? 

Como é possível o governo nunca ter decretado uma guerra aos ratos?não sei como tudo isso foi possível se temos em nossas casas todas as espécies de ratos: ratos catitas. ratos pretos. ratos brancos e até mesmo ratos do Egipto. Mais conseguimos ter por cá ratos ricos, muitos ao ler esta texto pensaram, rato és tu!! 

Pois amigos, nós somos ratos estúpidos ou mansos. Os muitos ratos do estado, são muito pequenos para alguns gatos do governo……. temos gatos que nos comem. Sigam a minha idéia... Como é possível, num país como os Estados Unidos o cidadão ter apenas taxas de iva à 6 %?? a gasolina custe apenas 30% do valor de Portugal? paguem por um automóvel cerca de €8.000 e nós por cá €20.000...Afinal temos os gatos que nós comem... Afinal somos todos ratos e meia dúzia de gatos engravatados..
No Banglàdesh ... mandam matar os ratos, aqui com os olhos bem abertos somos comidos.