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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Tentativa de


Noite calma e fria num dia de domingo. Carlos e Patrícia, namorados a mais de 3 anos, acabavam de sair do restaurante onde tinham jantado. Noite romântica como sempre. Carlos ....um sujeito trabalhador, amigo do seu amigo e muito apaixonado por Patrícia, um homem de surpresas.

Ligava-lhe todos os dias, e apenas dizia “Amo-te”. Sem complementos mandava-lhe flores tanto para casa como o emprego.
Carlos amava-a e não tinha pejo de demonstrar esse Amor de mil formas.
Patrícia por sua vez era mais discreta, filha única e dona do seu nariz amava o Carlos e o sonho dela era casar como manda os protocolos familiares….
Noiva, igreja e construir uma família. 
Nessa noite os dois estavam super felizes,  Carlos andava já algum tempo desempregado e tinha sido chamado para um novo emprego foram comemorar essa mudança, juntinhos abraçados, mão na mão quando:

- “Encosta ai cabrão”.

Carlos e Patrícia ficam paralisados dois sujeitos aparecem do nada para fazer um assalto.

-Calma...calma

Dizia Carlos com uma voz de espanto.

-“Calma…calma…passa para cá a carteira, anda lá cabrão”

Sem hesitar Carlos segura a Patrícia e tira as carteiras . Os dois homens apresentavam nítidos sintomas de alcoolismo, um deles segurava uma arma de fogo o outro uma faca.

“Não estamos aqui para brincar….passa a carteira, já disse”….

Carlos pega na sua carteira, e entrega a mesma ao homem. vendo que tinha pouco dinheiro , mais enervado ficou. Patrícia tentava não chorar, sentia o seu amor ali ao lado,  nesse preciso momento um deles tenta retira-la da proximidade do Carlos.

- “Anda cá puta….anda cá”

Carlos tentou segura-la, quando o segundo sujeito aponta a arma a cabeça dele. Aquela ameaça parou por breves momentos o respirar do Carlos. O homem apontando a arma, tenta leva-lo para outro sítio...

-“Calma…tenham calma, podemos ir ao Multibanco levantar dinheiro”
- “Agora não é isso que queremos”

Tais palavras deixaram-no intimidado, pois sentia que algo de mais grave vinha ai.

- “Anda cabrão, já disse para vires comigo”

Patrícia começou a pensar no pior, sentia cada vez mais o assédio do indivíduo que a segurava. As lágrimas começaram a deslizar dos seus lindos olhos castanhos, o medo penetrava a largos passos em sua mente.Repentinamente um estrondo fora do normal, olha em volta e vê o Carlos caído, tinha sido atingido por uma pancada na nuca e tombara no chão.

“Trás essa puta para aqui”…

Perante aqueles homens, tal situação….Patrícia perdeu a voz….sem força para um grito de socorro. Os dois homens pegam nela e bruscamente empurram contra a parede 

-“Socorro…Socorro”

Tais palavras, entram no sonho de Carlos, que jazia inerte no chão, mas com enorme esforço, lentamente abrindo os olhos, vê-a contra uma parede e os dois homens tentando viola.la, roupas semi rasgadas, Patrícia desnudada.
Carlos tinha sido paraquedista, aprendeu certas técnicas e uma delas tinha sido manter a calma e tentar surpreender o inimigo. Permanece imóvel no chão, tentando recuperar energias, e algum sangue frio que lhe permita ultrapassar aquela situação inadequada. 

Sentindo que os dois homens não lhe prestam atenção, aos pouco vai-se cercando deles. Patrícia luta, numa luta de profanação, as suas forças já em termo final, sua dignidade de mulher que recusa ser violada. Carlos numa transição brusca, agarra pelo pescoço o sujeito que tem a arma. O outro admirado por aquela situação, deixa-se ficar imóvel agarrando a Patrícia. Ouve-se um tiro, os corpos no chão após aquela luta, brutal e sem regras. Os olhos de Patrícia ficam desfalecidos, o seu coração bombeia sangue em ritmo angustiante, e o 2º homem….pára no tempo.

Um dos corpos deitado no chão, move-se, é Carlos perante tal o segundo homem começa a correr,

Carlos levanta-se, vai ter com a Patrícia, agarra-lhe nas mãos e abraça-a como se não existisse amanhã.

- “Amo-te…amo te”
-“ Eu também, meu amor”

Os dois lentamente abandonam daquele lugar maldito e vão a procura de ajuda. Passados 3 meses, Carlos responde em tribunal pela morte do homem, e é considerado inocente (legitima defesa).
Patrícia, ali sentada num banco do tribunal, observa o Carlos quê se aproxima, de braços abertos e um enorme sorriso nos lábios, diz:
- Queres casar comigo!!.