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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Lisboa

Mapa: 38° 42' N 09° 10' O - Lisboa é simultaneamente a capital e a maior cidade de Portugal, situada na foz do Rio Tejo. Além de capital do país, é também capital do Distrito de Lisboa, da região de Lisboa, da Área Metropolitana de Lisboa, e é ainda o principal centro da sub-região estatística da Grande Lisboa. Lisboa é a cidade mais rica de Portugal, A cidade tem cerca de 564 477 habitantes (2001), mas a sua área metropolitana tem cerca de 2,6 milhões.

Existem vestígios de ocupação humana na área que hoje é Lisboa de há muitos milhares de anos, atraídos pela proximidade do rio Tejo. Os primeiros habitantes humanos da região teriam sido os Neandertais, extintos há cerca de 30.000 anos pela chegada à Península do Homem moderno. Durante o período Neolítico, os povos Iberos da região construíram os megalitos de função religiosa, tal como os restantes povos da Europa Atlântica: dólmenes, menires e cromeleques terão sido comuns, e alguns ainda sobrevivem hoje na zona.

Diz a lenda popular e romântica que a cidade de Lisboa foi fundada pelo herói mítico Ulisses. Recentemente foram feitas descobertas arqueológicas perto do Castelo de São Jorge e da Sé de Lisboa que comprovam que a cidade terá sido fundada pelos Fenícios cerca de 1200 a.C.
Com a chegada dos Celtas, estes misturaram-se com os Iberos locais, dando origem às tribos de língua celta da região, os Conni e os Cempsii.
No tempo dos Romanos, a cidade era famosa pelo garum, um molho de luxo feito à base de peixe, exportado em ânforas para Roma e para todo o Império, assim como algum vinho, sal e cavalos da região.

Lisboa foi então tomada no ano 719 pelos mouros provenientes do norte de África. Em árabe chamavam-lhe al-Lixbûnâ. Construiu-se neste período a cerca moura. Só mais de 400 anos depois os cristãos a reconquistariam graças ao primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques e ao seu exército de cruzados, em 1147. O primeiro rei português concedeu-lhe foral em 1179. A cidade tornou-se capital do Reino em 1255 devido à sua localização estratégica.
O Rei D. Dinis mandou estabelecer a primeira universidade de Portugal em Lisboa. A cidade dispunha já de grandes edifícios religiosos e conventuais.
D.Fernando I, "o Formoso", construiu a famosa muralha fernandina, já que a cidade crescia para fora das muralhas. Começando pelo lado dos bairros mais pobres e acabando nos bairros da burguesia, a maior parte do dinheiro que foi utilizado veio desta última. Esta estratégia mostrou-se conveniente, já que de outra forma a burguesia deixaria de financiar a obra.

Na época da expansão as casas de Lisboa tinham de três a cinco andares, sendo no primeiro andar uma loja e nos últimos as instalações dos comerciantes. Nesta época havia uma mistura de raças em Lisboa como não se via noutro ponto da Europa. Num livro sobre D. Manuel I, "o Venturoso", aparece uma imagem que representa a vida quotidiana nesta época: a uma mesa está sentada uma família, dois filhos e um casal, sentada em bancos de três pernas.

 A decoração da sala é simples, tem um pequeno armário de parede com janelinhas de vidro onde estão guardadas as louças de prata da família e pouco mais. A um canto vê-se uma cortina de seda, presa por aros de ouro, entreaberta. Do lado de lá da cortina parece existir uma cozinha ou adega, onde estão dois serviçais negros.

A cidade foi quase na totalidade destruída em 1 de Novembro de 1755 por um grande terramoto, e reconstruída segundo os planos traçados pelo Marquês de Pombal (daí a parte central designar-se por [Baixa Pombalina]]). A quadrícula adoptada nos planos de reconstrução permite desenhar as praças do Rossio e Terreiro do Paço.
Nos primeiros anos do século XIX, Portugal foi invadido pelas tropas de Napoleão Bonaparte, obrigando o rei D. João VI a retirar-se temporariamente para o Brasil. A cidade ressentiu-se e muitos bens foram saqueados pelos invasores. A cidade viveu intensamente as lutas liberais e iniciou-se uma época de florescimento dos cafés e teatros. Mais tarde, em 1879, foi aberta a Avenida da Liberdade que iniciou a expansão citadina para além da Baixa.
Lisboa tornou-se o palco principal de mais revoltas ou revoluções: a implantação da república em 1910, e a Revolução dos cravos que, em 1974, pôs fim ao regime totalitário que vigorava desde 1928.

Locais a Visitar.
Ruínas do Teatro Romano
Palácio da Flor da Murta (antigo)
Convento da Encarnação ou Recolhimento da Encarnação
Ascensor da Glória e meio urbano que o envolve
Ascensor do Lavra e meio urbano que o envolve
Palácio de São Bento, escadaria exterior e jardim confinante com a residência do Primeiro-Ministro ou Convento de São Bento da Saúde (antigo)
Elevador do Carmo ou Elevador de Santa Justa
Jardim Botânico da Faculdade de Ciências ou Jardim Botânico de Lisboa
Capela do Paço da Bemposta
Ascensor da Bica e meio urbano que o envolve
Chafariz da Esperança
Aqueduto das Águas Livres, seus aferentes e correlacionados
Palácio que pertenceu aos Almadas, Provedores da Casa da Índia
Palácio Nacional da Ajuda ou Paço da Ajuda
Igreja da Memória ou Igreja de Nossa Senhora do Livramento e de São José
Praça do Comércio
Mosteiro dos Jerónimos
Torre de Belém
Expo 98 (Parque das Nações)
Zona Ribeirinha


Além de magníficos bares e discotecas, Lisboa oferece ao turista inúmeras variedades para uma boa noite. Com espaços de lazer, centros comerciais. Pena ver edifícios abandonados, ruas sujas, e uma enorme concentração de anomalias de construção, numa cidade que após o terramoto de 1755, foi redesenhada para ser a cidade mais bonita da Europa. Aqui fica o meu apontamento da minha cidade, quer bela ou feia será sempre a minha cidade.